BRASIL – Defesa de ex-ministro da Justiça chama denúncia de trama golpista de “obra de ficção” e critica PGR por irresponsabilidade

A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma firme negativa em relação à denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre sua suposta participação em uma trama golpista. Os advogados de Torres classificaram a denúncia como uma “obra de ficção” e uma medida “irresponsável” por parte da PGR.

De acordo com a manifestação protocolada no último dia estabelecido para a defesa dos denunciados se manifestarem sobre a acusação, o ex-ministro estava de férias nos Estados Unidos durante os atos golpistas de 8 de janeiro, quando era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. A defesa argumentou que as passagens para sua viagem foram adquiridas antecipadamente e que não houve omissão de sua parte.

Os advogados de Anderson Torres ainda rebateram a importância dada à “minuta do golpe” apreendida pela Polícia Federal na residência do ex-ministro, afirmando que se trata de um documento apócrifo sem valor jurídico. Além disso, destacaram que o plano de integração das forças locais já estava planejado e que, se seguido à risca, os eventos de 8 de janeiro não teriam ocorrido.

O prazo para entrega da defesa da maioria dos denunciados encerrou na quinta-feira, com apenas 18 dos 34 apresentando suas manifestações por escrito ao STF. A expectativa agora é pelo término do prazo para o general Braga Netto e o almirante Almir Garnier, cuja defesa precisa ser entregue hoje.

Após a entrega de todas as defesas, o STF marcará o julgamento da denúncia, o que irá definir os próximos passos desse caso. A decisão final caberá ao tribunal, que terá a responsabilidade de analisar as argumentações apresentadas pelas partes e definir se a denúncia será acatada ou não.