
BRASIL – Inadimplência em São Paulo cai para 19% em fevereiro, com 108 mil famílias saindo da lista de devedores
Os números apontam que, em termos absolutos, 108 mil lares saíram da situação de inadimplência em fevereiro, conforme dados divulgados pela Pesquisa do Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
De acordo com a entidade, o declínio na inadimplência está relacionado ao aumento da renda dos brasileiros e à baixa taxa de desemprego. A FecomercioSP destacou que o mercado de trabalho está em seu melhor momento, com uma massa de renda historicamente alta, o que contribui para a redução do volume de famílias inadimplentes na capital paulista.
É importante ressaltar que a inadimplência das famílias na cidade de São Paulo permanece abaixo dos 20% desde agosto de 2024, após mais de dois anos acima desse patamar. O tempo médio de atraso nas dívidas também apresentou uma diminuição, passando de 66,2 dias no mesmo mês do ano anterior para 63,1 dias em fevereiro de 2025.
No que diz respeito às famílias com dívidas a pagar, a porcentagem foi de 67,7% em fevereiro, um leve aumento em relação a janeiro, quando era de 67,2%. Em números absolutos, são 2,77 milhões de lares endividados na cidade neste mês. A FecomercioSP sugere que esse cenário pode ser influenciado pelo mercado de trabalho aquecido e pela disponibilidade de renda, levando mais pessoas a realizarem compras a prazo.
A pesquisa também apontou que a maioria das dívidas é feita por meio de cartão de crédito, com 82% das famílias endividadas citando a fatura como principal despesa a ser quitada. Além disso, o percentual de famílias sem condições de pagar as dívidas atrasadas também apresentou uma redução em fevereiro, passando de 8,7% em janeiro para 8,3% neste mês. Em fevereiro de 2024, essa porcentagem era de 9,4%.
Portanto, os dados indicam uma melhora no cenário da inadimplência e do endividamento das famílias na cidade de São Paulo, refletindo uma maior estabilidade econômica e condições mais favoráveis para o consumo.


