BRASIL – Presidente Lula não vai decretar GLO na segurança dos estados e defende PEC da Segurança Pública para combater a criminalidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou contra a decretação de operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na segurança dos estados, durante uma entrevista nesta quinta-feira (20). Ele também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, alegando que essa medida deve ampliar as competências da União e das forças federais no combate à criminalidade, que atualmente são atribuições dos estados.

A PEC da Segurança Pública, que foi originalmente apresentada em outubro do ano passado, passou por meses de debates entre o governo federal e os estaduais. Atualmente, encontra-se em análise na Casa Civil da Presidência antes de ser encaminhada ao Congresso Nacional. A nova versão do texto destaca a autonomia dos governadores em relação ao comando das polícias civis, militares e dos corpos de bombeiros militares.

Durante a entrevista à Rádio Tupi FM, do Rio de Janeiro, Lula enfatizou que muitos governadores resistem à atuação da União na segurança pública, pois veem a polícia como parte do poder estadual. Ele ainda citou o caso da intervenção no Rio de Janeiro em 2018, que envolveu o uso das Forças Armadas no policiamento do estado, como exemplo do que não resolveu o problema da segurança.

O presidente destacou a importância da cooperação entre a União e os estados para resolver de forma efetiva a questão da segurança pública. Ele mencionou a criação de um fundo para auxiliar no funcionamento da polícia e no sistema penitenciário, visando uma participação mais ativa e forte do governo federal em cada estado.

Lula também abordou a questão da letalidade em operações policiais, destacando a importância do uso de câmeras corporais pelos policiais militares para garantir mais transparência e reduzir a violência. Ele ressaltou a necessidade de aprovar a PEC da Segurança Pública para regular o papel da União na segurança dos estados.

Por fim, o presidente expressou preocupação com a escalada da violência no Rio de Janeiro, de acordo com um relatório divulgado pelo Instituto Fogo Cruzado. Ele enfatizou a importância de se envolver efetivamente na vida cotidiana das comunidades e a necessidade de aprovar a PEC para definir o papel do estado na segurança pública.