BRASIL – Oferta reduzida de tomate e cenoura impulsiona alta da inflação de alimentos, aponta IPCA de janeiro.

A inflação de alimentos continua sendo motivo de preocupação para o governo, conforme apontou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). A menor oferta de produtos como tomate e cenoura contribuiu para o aumento de 0,96% no grupo de alimentos e bebidas no mês de janeiro, representando um impacto de 0,21 ponto percentual no IPCA.

Mesmo com essa alta, o resultado mostra uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o grupo registrou uma expansão de 1,18% nos preços. Apenas o grupo de transportes teve uma alta maior no período, com 1,3%. O IPCA fechou o primeiro mês do ano em 0,16%, o menor índice para janeiro desde a implantação do Plano Real em 1994.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua preocupação com o aumento dos preços dos alimentos, buscando maneiras de reduzir o custo de vida da população. O governo estuda medidas como a redução de tarifas de importação para baratear os alimentos.

Entre os produtos que mais subiram de preço em janeiro estão os tubérculos, raízes e legumes, seguidos por bebidas e infusões, pescados e aves e ovos. O índice de difusão dos produtos alimentícios no IPCA foi de 71%, indicando que a maioria dos subitens pesquisados teve aumento de preço.

Os impactos mais significativos foram observados no café moído, tomate e cenoura. O gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, destacou que as altas nesses produtos estão relacionadas à redução na oferta, causada principalmente por questões climáticas e pela concentração da produção em determinadas regiões.

A tendência de aumento nos preços dos alimentos pode ser potencializada pela maior demanda global e por questões climáticas. No entanto, a expectativa é que a safra recorde de 2025 e a queda recente do dólar contribuam para conter a inflação dos alimentos, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Com uma estimativa de expansão de 10,2% na safra nacional em 2025, as perspectivas são de que os preços dos alimentos possam ser controlados e acompanhados de perto pelo governo. A busca por soluções para garantir o acesso da população a alimentos básicos a preços mais acessíveis continua sendo uma prioridade para as autoridades.