
BRASIL – Governo precisa ajustar Orçamento em 2025 para garantir continuidade do programa Pé-de-Meia, decide ministro do TCU
Durante o encontro, Nardes ressaltou a importância do diálogo para encontrar soluções e garantir a continuidade do Pé-de-Meia. Segundo ele, o Tribunal não é contra o programa, mas busca a sua adequação dentro do Orçamento. O relator do processo que discute a inclusão do programa no Orçamento de 2025 bloqueou R$ 6 bilhões dos R$ 13 bilhões previstos, alegando que os recursos estavam sendo utilizados de forma irregular.
A legislação que criou o Pé-de-Meia determina que o programa seja financiado pelo Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio (Fipem), gerido pela Caixa Econômica Federal. A controvérsia gira em torno do financiamento do programa, que não passa pelo Tesouro Nacional, o que, segundo a ação do Ministério Público junto ao TCU, viola o limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a legalidade do sistema de financiamento do Pé-de-Meia durante o encontro com Nardes, destacando a importância de garantir a continuidade de um programa que beneficia cerca de 4 milhões de estudantes. O governo propõe a inclusão do Pé-de-Meia no Orçamento de 2026, enquanto o TCU insiste na inclusão já no Orçamento deste ano, que ainda aguarda aprovação pelo Congresso.
Nardes pretende negociar uma forma de modular a decisão, ouvindo todos os envolvidos, incluindo ministérios e parlamentares. Além disso, ele tem agendado encontros com os novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, assim como com representantes da situação e da oposição. A busca por consenso e a busca por soluções para garantir a continuidade do programa Pé-de-Meia permeiam as discussões entre os órgãos envolvidos.


