
BRASIL – Eleição presidencial equatoriana segue para segundo turno entre Noboa e González após apuração de 92% das urnas
Em terceiro lugar ficou Leonidas Iza, candidato da principal coalizão indígena do país, com 5,26% dos votos. Ao todo, 16 candidatos disputaram os votos de mais de 12 milhões de eleitores equatorianos. Agora, Luisa González e Daniel Noboa se enfrentarão novamente nas urnas no dia 13 de abril para decidir quem será o próximo presidente do Equador para o período de 2025-2029.
O presidente Noboa, herdeiro de uma megacorporação do setor de exportação de bananas, foi eleito para um mandato tampão de 15 meses depois que o então presidente, Guilherme Lasso, dissolveu o parlamento e convocou eleições antecipadas devido a sucessivas crises políticas.
Com uma taxa de comparecimento nas urnas de 82% – já que o voto é obrigatório no Equador – dos votos computados, 91,1% foram válidos, sendo que 8,8% foram brancos ou nulos. Além da eleição presidencial, os equatorianos também votaram para as 151 cadeiras da Assembleia Nacional, onde o Movimento Ação Democrática Nacional (ADN), de Noboa, liderava com 43,52% dos votos, enquanto o partido Revolução Cidadã, de Luisa, registrava 41,15% dos votos.
Em meio a esse cenário político, a violência no Equador tem aumentado significativamente nos últimos anos, tornando o país um dos mais violentos da América Latina. Com uma taxa de homicídios de 38 a cada 100 mil habitantes em 2024, o Equador enfrenta conflitos entre facções do crime organizado, resultando em rebeliões, motins e guerras internas. O presidente Daniel Noboa declarou o país em conflito armado interno em resposta às explosões, sequestros e invasões de criminosos.
As medidas tomadas pelo governo resultaram em denúncias de torturas, execuções e prisões arbitrárias, principalmente vitimando a população mais pobre do país. Recentemente, a descoberta dos corpos de quatro adolescentes presos por militares em Guayaquil causou um grande impacto na opinião pública equatoriana, resultando na prisão de 16 agentes das Forças Armadas. A situação de violência e insegurança no Equador é um dos desafios que o próximo presidente eleito terá que enfrentar.


