
BRASIL – Estudo aponta crescimento de anúncios maliciosos nas redes sociais da Meta, mesmo após recuo do governo federal.
Segundo os resultados obtidos, as plataformas da Meta se tornaram um terreno fértil para golpistas praticarem fraudes, especialmente após a onda de notícias falsas que surgiu em decorrência da edição da Instrução Normativa 2.219/2024 pela Receita Federal, que gerou dúvidas na população sobre a taxação de transações por Pix. O recuo do governo federal em relação a essa medida acabou impulsionando os golpes, com um aumento de 35% na veiculação de conteúdos fraudulentos nas plataformas da Meta.
O estudo identificou 151 anunciantes que compartilharam 1.770 anúncios com conteúdo malicioso, além de 87 sites fraudulentos para os quais os usuários eram redirecionados. Os golpistas se passavam por instituições públicas e privadas, com 40,5% dos anúncios sendo veiculados por anunciantes que se faziam passar pelo governo federal. Entre as promessas enganosas estavam o acesso a programas governamentais reais e fictícios, como Resgata Brasil e Benefício Cidadão.
A falta de transparência no tratamento de dados pessoais e a capacidade das ferramentas de marketing da Meta em segmentar os públicos de acordo com diversos critérios foram apontadas como facilitadores para os golpistas atingirem suas vítimas ideais. A utilização de inteligência artificial também foi destacada, com 70,3% dos anúncios fraudulentos fazendo uso dessas tecnologias, inclusive para criar deepfakes com personalidades públicas.
Diante dessas informações, fica evidente a necessidade de um maior controle e segurança contra a publicidade enganosa nas redes sociais, principalmente naquelas administradas pela Meta. A empresa afirmou que não permite anúncios fraudulentos em suas plataformas e recomenda que os usuários denunciem conteúdos suspeitos. No entanto, o desafio persiste, e a moderação do conteúdo publicitário nessas redes continua sendo uma preocupação para os pesquisadores do NetLab e para a sociedade em geral.


