
BRASIL – Concurso Público Nacional Unificado aprova um terço de candidatas negras e indígenas, além de pessoas com deficiência, em 26 estados do Brasil.
Uma das principais constatações dos dados é que aproximadamente um terço dos aprovados são pessoas negras, indígenas e com deficiência (PCD), demonstrando um avanço na diversidade e inclusão no serviço público. A ministra Esther Dweck ressaltou o compromisso do primeiro CNU em ser democrático e inclusivo, refletindo a diversidade da sociedade brasileira nos servidores públicos.
Outro aspecto destacado foi a presença de candidatos de 908 municípios brasileiros que participaram do processo seletivo. A descentralização do concurso, com provas realizadas em 218 municípios de todas as 27 unidades da federação, contribuiu para a inclusão de cidades de diferentes portes. A Região Nordeste foi a que mais teve aprovados, somando 26%, seguida do Sudeste com 32,9%.
Além da diversidade regional, o CNU também contemplou a diversidade de gênero, com 63% dos aprovados do sexo masculino e 37% do sexo feminino. Apesar do desequilíbrio, a ministra Esther Dweck ressaltou que o certame apresentou um maior número de mulheres aprovadas em comparação com outros concursos. A representatividade das mulheres foi maior nos blocos temáticos relacionados à educação, saúde e direitos humanos, enquanto os homens predominaram nos setores de tecnologia, dados e informação.
Em relação à faixa etária dos aprovados, destacou-se o número significativo de candidatos entre 25 e 40 anos, representando um represamento de concursos públicos federais na última década. A maioria dos aprovados, 76,8%, conquistou vaga em uma de suas três opções de cargos indicadas no momento da inscrição, indicando um compromisso com a futura carreira e satisfação no trabalho.
A ministra também adiantou que em breve será anunciada a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado, reforçando o compromisso do MGI com a diversidade, inclusão e renovação do serviço público brasileiro.


