BRASIL – Alterações nas redes sociais geram temor de aumento de discursos de ódio e mensagens homofóbicas, entidades LGBTI+ exigem proteção dos direitos humanos.

As recentes mudanças nas regras do Facebook e do Instagram anunciadas na última terça-feira têm causado preocupação em diferentes entidades e coletivos que representam a comunidade LGBTI+. O temor está relacionado ao possível aumento de discursos de ódio e mensagens homofóbicas que podem surgir nas plataformas digitais, caso não sejam adotadas medidas de proteção aos direitos humanos.

De acordo com nota divulgada pela Aliança Nacional LGBTI+ e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH), é fundamental revisar a atuação do Grupo Meta no país e, se necessário, impor sanções para garantir que o ambiente digital não se torne propício para retrocessos democráticos e violações de direitos. Uma das principais preocupações dessas entidades é a disseminação de discursos que tratam a homossexualidade e a transgeneridade como doenças mentais, mesmo indo contra o consenso científico atual.

As mudanças anunciadas pelo presidente executivo da Meta, Mark Zuckerberg, incluem o fim da checagem de fatos, que tinha como objetivo detectar erros e mentiras nas postagens, e a implementação de um modelo de notas da comunidade. Essas alterações levantaram preocupações sobre a moderação de conteúdo e a disseminação de informações falsas e prejudiciais.

Para a Aliança Nacional LGBTI+ e a ABRAFH, as mudanças representam um retrocesso na luta contra a desinformação e podem comprometer os avanços democráticos e os direitos fundamentais no Brasil. As entidades também destacam a importância das discussões no âmbito do Judiciário e do Legislativo para lidar com a regulação de conteúdo nas plataformas digitais.

Diante das reações internacionais, com presidentes de países como o Brasil e a França manifestando preocupações com as novas políticas da Meta, e órgãos como a Comissão Europeia e a ONU defendendo a responsabilidade e governança no espaço digital, fica evidente a relevância do debate em torno dessas questões.

Em resumo, as alterações nas regras do Facebook e do Instagram trazem à tona uma série de incertezas e preocupações, principalmente no que diz respeito à proteção dos direitos humanos e ao combate à disseminação de discursos de ódio e desinformação. O posicionamento e as ações das entidades e órgãos internacionais serão decisivos para garantir um ambiente digital mais seguro e respeitoso para todos os usuários.