
BRASIL – Ministro da Fazenda descarta aumento do IOF para conter alta do dólar e foca na votação do Orçamento de 2025
Segundo o ministro, houve um período de instabilidade no final do ano passado, tanto no Brasil quanto em escala global, mas agora o mercado está se ajustando de forma natural. Ele também atribui o arrefecimento da alta do dólar a eventos no mercado externo, como as declarações mais moderadas feitas pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ao retornar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o atraso no Orçamento de 2025, Haddad enfatizou que não há planos de mudar o regime cambial no Brasil nem de aumentar impostos com esse objetivo. Ele destacou que o governo está focado em fortalecer a base fiscal do país através das propostas que estão sendo debatidas no Congresso Nacional.
Em relação à segunda fase da reforma tributária, que inclui mudanças no Imposto de Renda, Haddad mencionou que a proposta de elevar a faixa de isenção para R$ 5 mil e cobrar uma alíquota de quem recebe mais de R$ 50 mil só será apresentada após a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, bem como a aprovação do Orçamento de 2025. Ele ressaltou que a prioridade atual é a votação do Orçamento e que a discussão sobre o Imposto de Renda está programada para o próximo ano.
Em um café da manhã com jornalistas em dezembro, Haddad mencionou que a reforma da renda foi adiada devido a inconsistências nos modelos estatísticos da Receita relacionados ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Ele informou que recebeu os ajustes nos cálculos da Receita Federal e que a proposta será revisada e enviada ao Congresso ainda este ano.


