Influenciador Kel Ferreti completa um mês de prisão em Alagoas; defesa aguarda análise de Habeas Corpus para liberdade provisória.

O influenciador digital e ex-policial militar Kel Ferreti completa um mês na prisão, após ser preso em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF), do Ministério Público de Alagoas. Ferreti é acusado de liderar uma organização criminosa envolvida com jogos de azar online e lavagem de dinheiro, conforme apontado pela investigação.

Segundo as informações, o influenciador usava suas redes sociais para incentivar seus seguidores a participarem de jogos de apostas, prometendo ganhos fáceis. Além disso, o esquema criminoso utilizava pessoas como “laranjas” para ocultar bens, incluindo veículos de luxo registrados em nome de terceiros, mas exibidos como se fossem dos investigados.

A defesa de Ferreti aguarda o julgamento do mérito de um novo Habeas Corpus (HC), marcado para o final deste mês no Tribunal de Justiça de Alagoas, e também está em análise um pedido de soltura no juízo de origem. O advogado do influenciador alega que os crimes investigados são de natureza financeira, sem violência física, e defende que a prisão preventiva não é necessária, já que Ferreti é primário, colaborou com as investigações e tem residência fixa.

Além das acusações relacionadas à lavagem de dinheiro, Kel Ferreti também enfrenta uma acusação de estupro. Uma enfermeira de 28 anos relatou ter sido abusada sexualmente por Ferreti em uma pousada em Maceió, em junho do ano passado. A vítima afirmou ter temido por sua vida durante o ataque.

A prisão preventiva de Ferreti foi decretada, tanto pelos crimes de lavagem de dinheiro quanto pelo caso de estupro, com base na garantia da ordem pública, segurança da aplicação da lei e conveniência da instrução criminal. A defesa aguarda a decisão judicial sobre os pedidos de liberdade, enquanto o influenciador permanece detido há um mês, aguardando desdobramentos do caso.