BRASIL – Jovem baleada na cabeça por agentes da PRF apresenta melhora clínica progressiva e sem sinais de sequelas permanentes irreversíveis.

Durante a véspera de Natal, a jovem Juliana Leite Rangel, de 26 anos, foi alvo de uma situação extremamente grave, sendo baleada na cabeça por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Porém, após alguns dias de intensos cuidados médicos, os recentes boletins divulgados pelo Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, trouxeram uma notícia bastante animadora: Juliana apresenta uma progressiva melhora clínica e não demonstra quaisquer sinais de “sequelas permanentes irreversíveis”.

Com o apoio da ventilação mecânica, Juliana passou por uma traqueostomia, mas já se encontra respirando de maneira autônoma. Além disso, a suspensão da sedação na última quinta-feira permitiu que ela demonstrasse abertura ocular espontânea, interagisse com o ambiente e com outras pessoas, obedecesse a comandos, mobilizasse os membros do corpo e mantivesse a sensibilidade preservada. Do ponto de vista neurológico, a paciente está progredindo significativamente, recuperando suas funções motoras e cognitivas de forma incipiente, sem sinais de sequelas permanentes.

A família de Juliana expressou alívio diante dessas notícias positivas, destacando que a jovem está cada vez mais próxima da recuperação total. Washington Leite, tio da paciente, ressaltou a importância das energias positivas enviadas por todos que estão acompanhando o caso.

A PRF destacou que está investigando o ocorrido e que afastou preventivamente os agentes envolvidos na abordagem que resultou no incidente. Este caso chama atenção para a regulamentação do uso da força durante operações policiais, com o governo publicando um decreto que considera o emprego de arma de fogo como último recurso.

Infelizmente, situações como esta não são isoladas. Em 2023, a morte da menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, vítima de disparos de policiais rodoviários federais, evidencia a complexidade e gravidade de abordagens policiais que resultam em consequências trágicas. É fundamental que as autoridades competentes investiguem e tomem medidas para evitar que casos como estes se repitam no futuro.