
BRASIL – Taxa de desocupação no Brasil atinge 6,1%, menor da história, com 6,8 milhões de desempregados, aponta IBGE
Os números indicam uma melhora significativa no mercado de trabalho brasileiro, com a saída de 510 mil pessoas da situação de desemprego em apenas um trimestre. Além disso, em comparação com o mesmo trimestre de 2023, 1,4 milhão de pessoas deixaram de integrar a população desocupada.
A pesquisa revelou que a taxa de desocupação está 8,8 pontos percentuais abaixo do recorde histórico, alcançado no trimestre encerrado em setembro de 2020. Também houve uma redução de 55,6% no número de desocupados em relação ao recorde de 15,3 milhões de pessoas registrado no início de 2021, durante a pandemia da covid-19.
Por outro lado, o número de pessoas ocupadas atingiu um novo recorde no país, chegando a 103,9 milhões. Esse aumento representa uma alta de 25,8% em relação ao menor contingente registrado em agosto de 2020. O setor privado e os empregados com carteira assinada também registraram recordes, com 53,5 milhões e 39,1 milhões de trabalhadores, respectivamente.
A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que 2024 está caminhando para ser um ano de recordes na expansão do mercado de trabalho brasileiro, impulsionado pelo crescimento dos empregados formais e informais. A taxa de informalidade, que representa 38,7% dos trabalhadores, também apresentou uma leve redução em relação ao trimestre anterior.
Em relação aos rendimentos, houve estabilidade no trimestre, com um crescimento de 3,4% no ano. A massa de rendimento real habitual alcançou um novo recorde, chegando a R$ 332,7 bilhões, o que representa um aumento de 2,1% em relação ao trimestre anterior.
A PNAD Contínua, principal pesquisa relacionada à força de trabalho no Brasil, abrange 211 mil domicílios em 3.500 municípios e é realizada por aproximadamente 2 mil entrevistadores. Devido à pandemia da covid-19, a coleta de dados foi realizada por telefone e, posteriormente, de forma presencial. Para confirmar a identidade dos entrevistadores, os informantes podem acessar o site do IBGE ou entrar em contato com a central de atendimento.


