BRASIL – Inquérito aberto para investigar desabamento na Linha 6 – Laranja do Metrô de São Paulo após passagem da tuneladora “tatuzão”

Na última quinta-feira (12), o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para investigar as causas do desabamento que ocorreu no canteiro de obras da futura Estação Bela Vista da Linha 6 – Laranja do Metrô da capital paulista. O acidente aconteceu durante a passagem da tuneladora, conhecida como “tatuzão”, resultando na abertura de uma cratera no local e atingindo também um antigo teatro abandonado. Felizmente, não houve registro de vítimas.

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de São Paulo irá apurar as circunstâncias do acidente e as medidas tomadas pela concessionária Linha Uni, responsável pela obra. Além disso, serão verificados junto ao Corpo de Bombeiros e à Defesa Civil os riscos e eventuais medidas a serem adotadas para evitar novos acidentes semelhantes.

Dentro do inquérito, foi solicitado à concessionária a cópia do contrato da parceria público-privada e os relatórios de fiscalização, com prazo de entrega de dez dias. O desabamento atingiu uma parte das instalações do antigo Teatro Ágora, com o novo prédio do teatro ao lado sendo interditado para verificação das condições de segurança pela Defesa Civil, sem danos aparentes.

A Linha Laranja do Metrô terá 15 estações, indo da Brazilândia até o centro da cidade, fazendo a conexão com a Linha Azul. Com lançamento em 2008, a obra enfrentou diversos atrasos e foi retomada somente em 2020, com previsão de entrega para 2028.

Este não foi o primeiro desabamento na Linha Laranja. Em fevereiro de 2022, uma cratera se abriu durante intervenções em um poço de ventilação entre as futuras estações Santa Marina e Freguesia do Ó, na região da Marginal Tietê. Outro desabamento ocorreu na zona norte, próximo a um condomínio onde será a futura Estação Itaberaba-Hospital Vila Penteado, sem vítimas em ambos os casos.

Diante desses acidentes recentes, a investigação do Ministério Público se faz necessária para garantir a segurança das futuras obras e evitar novos incidentes que possam colocar em risco a vida das pessoas que transitam pela região.