
BRASIL – Justiça de SP paralisa obra de túneis em ação do MP-SP contra construtora que afeta comunidades e meio ambiente.
A liminar foi concedida levando em consideração os possíveis danos ambientais e urbanísticos causados pela obra, além de alegações de atos de improbidade administrativa. Moradores da região expressaram preocupação com a destruição de um corredor verde local e a possível remoção de 172 árvores, conforme confirmado pela prefeitura. Vídeos circularam nas redes sociais mostrando árvores sendo cortadas de forma inadequada, com espécies de aves afetadas.
Diante disso, o coletivo Salvem a Sena Madureira e outros ativistas organizaram protestos denunciando que a construção dos túneis poderia resultar na expulsão de mais de 200 famílias de baixa renda residentes nas comunidades de Souza Ramos e Luiz Alves. Estas comunidades foram estabelecidas na área classificada como Zona Especial de Interesse Social desde 1945, destinadas a pessoas com esse perfil.
A construtora Álya argumenta que os túneis facilitariam o deslocamento entre as regiões da Vila Mariana, Ipiranga, Itaim Bibi e Morumbi, beneficiando cerca de 818 mil pessoas e reduzindo congestionamentos. No entanto, moradores contrários à obra apontam que a especulação imobiliária está por trás do projeto, com a verticalização da região em questão.
A construção de empreendimentos imobiliários tem crescido de forma acelerada em São Paulo, especialmente em bairros de classe média e alta. A Lello, empresa do mercado imobiliário, prevê um recorde de 818 empreendimentos e cerca de 150 mil apartamentos na capital paulista este ano. A construtora Álya foi procurada para comentar a liminar, mas ainda não se manifestou.









