
BRASIL – Problemas no edital de compra de câmeras corporais do governo de São Paulo são apontados em nota técnica do NEV-USP.
O estudo também ressaltou que permitir que os policiais desliguem as câmeras resulta em menos registros e em um maior número de casos de uso ilegal da força. Mesmo quando os protocolos são claros, os policiais tendem a não seguir as diretrizes estabelecidas. Diante dessas questões, a Secretaria de Segurança foi procurada para comentar o estudo, mas não forneceu retorno até a finalização desta matéria.
Recentemente, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, determinou a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais pelos policiais militares de São Paulo, assim como o uso de equipamentos com gravação ininterrupta. Essa decisão foi tomada após um pedido da Defensoria Pública estadual, que tramitava na corte desde dezembro do ano passado, e foi motivada por casos de violência policial e desligamento proposital das câmeras.
O governo de São Paulo já havia se comprometido, em abril deste ano, a utilizar câmeras corporais em operações policiais no estado. Em setembro, foi anunciada a assinatura de contrato com a empresa Motorola para a compra de 12 mil câmeras. No entanto, a compra foi criticada por não prever a gravação ininterrupta, permitindo que o policial ou a corporação acionem o equipamento quando desejarem, o que foi alvo de críticas por entidades de direitos humanos. A SSP argumenta que outras funcionalidades compensam essa ausência de gravação contínua, como o acionamento automático por software à distância pelo Copom e o acionamento manual pelo policial.


