
BRASIL – Ataques a serviços de saúde se tornam “novo normal” em meio a conflitos, alerta OMS em relatório de 2024.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou sua preocupação com essa tendência crescente de ataques a serviços de saúde, classificando-os como um “novo normal” em meio aos conflitos armados. Segundo ele, essas ações não apenas tiram vidas, mas também deixam um rastro de destruição e mutilação.
Desde 2018, houve um aumento significativo na frequência, na escala e no impacto desses ataques, com mais de 7,8 mil ocorrências em 21 países e territórios, resultando em mais de 2,6 mil mortes e 5,4 mil feridos, incluindo profissionais de saúde e pacientes. O impacto dessas ações vai além das estatísticas, afetando diretamente a vida de pessoas vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pacientes com doenças crônicas.
Tedros ressaltou que a legislação internacional exige a proteção ativa dos serviços de saúde e enfatizou a necessidade de responsabilização para garantir a segurança desses locais essenciais. Ele enfatizou que a melhor maneira de interromper os ataques contra serviços de saúde é promover a paz e encerrar os conflitos armados.
Diante desse cenário preocupante, a OMS reforça a importância de defender o direito à saúde e de garantir a proteção dos serviços de saúde em todas as circunstâncias, a fim de preservar o acesso a cuidados médicos essenciais para aqueles que mais necessitam.


