
BRASIL – Violência doméstica atinge duas em cada dez mulheres no Brasil, sendo mais prevalente entre as mulheres negras, aponta pesquisa.
Além disso, o levantamento apontou que a maioria das mulheres ameaçadas romperam com o agressor após a intimidação, sendo essa decisão mais comum entre as vítimas negras do que entre as brancas. A pesquisa também destacou que, apesar de 44% das vítimas terem ficado com muito medo, apenas 30% delas prestaram queixa à polícia e 17% solicitaram medida protetiva, que pode determinar o afastamento do agressor da vítima.
Os dados divulgados mostraram que o medo, a impunidade dos agressores, a falta de apoio da Justiça e das autoridades policiais, assim como a sensação de que os agressores não pagam pelo mal que fazem, contribuem para o aumento dos casos de feminicídio no país. Muitas mulheres acreditam que as ameaças não representam um risco real de serem mortas pelos agressores, o que pode dificultar a busca por ajuda e a denúncia dos casos.
A pesquisa também trouxe relatos reais de mulheres que passaram por situações de violência doméstica e feminicídio. Uma diarista, Zilma Dias, perdeu uma sobrinha em decorrência da violência do ex-companheiro. O homem, antes de cometer o feminicídio, tentou isolar a vítima e controlar todos os aspectos de sua vida. Zilma mesma viveu em um relacionamento abusivo, onde sofreu diversos tipos de violência, mas conseguiu superar a situação e criar sua filha sozinha, após enfrentar a resistência do agressor em aceitar o fim do relacionamento.
Diante desse cenário alarmante de violência contra a mulher, é essencial que a sociedade esteja atenta e ofereça suporte às vítimas. Existem diversos canais de ajuda disponíveis, como o telefone 180, delegacias especializadas no atendimento à mulher e a Casa da Mulher Brasileira, que oferecem apoio às mulheres em situação de violência. A conscientização e a denúncia são fundamentais para combater essa realidade trágica e garantir a segurança e os direitos das mulheres no Brasil.


