BRASIL – Ministra Marina Silva defende nova meta global de finanças na COP29 em Baku, Azerbaijão, um dia antes do encerramento.

Durante o discurso de encerramento da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que está sendo realizada em Baku, no Azerbaijão, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou a importância de os países chegarem a um acordo sobre a Nova Meta Quantificada Global de Finanças (NCQG).

Marina Silva ressaltou que esta COP está centrada no financiamento da NCQG, que desempenhará um papel fundamental na definição dos rumos da ambição e implementação na COP30. A ministra destacou que o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1.5 graus Celsius é essencial e baseado em evidências científicas.

O órgão gestor da convenção do clima (UNFCCC) divulgou um documento que aponta a necessidade de um investimento entre US$ 5,036 a 6,876 trilhões até 2030, com uma média anual de US$ 455–584 bilhões, para viabilizar o novo acordo de financiamento climático. Este montante substituiria os US$ 100 bilhões anuais previstos para o período de 2020-2025.

Marina Silva também mencionou a importância do Artigo 6 da Convenção, que aborda o mercado de carbono, e ressaltou a necessidade de buscar uma sinergia entre os temas tratados nas diferentes COPs, incluindo desertificação, biodiversidade e clima.

A ministra enfatizou que as decisões tomadas durante a COP29 terão impacto direto na ação a ser tomada até a COP30, que será sediada no Brasil. Ela destacou a importância de cumprir as metas de financiamento para determinar as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

O encerramento da COP29 está previsto para às 18h desta sexta-feira em Baku, que equivale às 11h no horário de Brasília. A expectativa é que as discussões se estendam pela madrugada de sábado devido às questões financeiras que estão em pauta.

Marina Silva encerrou sua fala mencionando a necessidade de agir de forma coerente com os compromissos assumidos para mitigar as mudanças climáticas e transformar os modelos insustentáveis de desenvolvimento. A ministra ressaltou que as decisões tomadas nesta conferência serão cruciais para o futuro do planeta e dos países em desenvolvimento.