
BRASIL – Inflação acelera para todas faixas de renda em outubro, exceto para famílias de renda alta, aponta indicador do Ipea
No acumulado do ano, a faixa de renda mais baixa foi a que registrou a maior alta inflacionária, com 4,17%, enquanto o segmento de renda alta apresentou a taxa menos elevada, com 3,20%. Já no acumulado em 12 meses, as famílias de renda alta registraram a menor taxa de inflação, com 4,44%, enquanto a faixa de renda muito baixa teve a taxa mais elevada, com 4,99%.
Segundo o Ipea, o grupo de alimentos e bebidas, juntamente com habitação, foram os principais pontos de descompressão inflacionária para todas as faixas de renda. No entanto, o impacto da alta desses segmentos foi mais forte nas classes de renda mais baixas, devido ao maior percentual do gasto com esses bens e serviços no orçamento dessas famílias.
Apesar das deflações em alimentos como tubérculos, hortaliças e frutas, os aumentos significativos nas carnes, frango, leite, óleo de soja e café contribuíram positivamente para a inflação de outubro. Além disso, a adoção da bandeira vermelha patamar 2 nas tarifas de energia elétrica gerou um reajuste de 4,7% e pressionou o grupo habitação.
Por outro lado, houve uma melhora no grupo de transportes, com quedas nas tarifas de transporte público e dos combustíveis, o que trouxe um alívio inflacionário para todas as classes em outubro. As famílias de renda alta sentiram uma descompressão ainda mais forte, principalmente devido à queda nas passagens aéreas e no transporte por aplicativo, anulando a pressão exercida pelo grupo despesas pessoais.
Assim, a inflação em outubro refletiu as diferentes dinâmicas de gastos e impactos econômicos em cada faixa de renda, mostrando a complexidade do cenário inflacionário no país.


