
BRASIL – Ministra da Igualdade Racial quer ampliar ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas conforme Lei 10.639/03
Segundo a ministra, apenas 17% das escolas brasileiras aplicam efetivamente essa lei. Para Anielle, apagar essa parte da história é cruel com o povo negro. Ela ressaltou o empenho do ministro da Educação, Camilo Santana, para tornar a aplicação da lei uma realidade em mais instituições de ensino.
A ministra também comentou sobre o tema da redação do Enem deste ano, “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”. Ela elogiou a escolha do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e destacou que o tema dá visibilidade às lutas do ministério e dos movimentos negros.
Anielle Franco, que foi professora por muitos anos, enfatizou a importância da lei para a representatividade e inclusão na educação. Ela ressaltou a necessidade de fortalecer o ensino com editais e oportunidades para a população negra, a fim de promover uma sociedade mais diversa e igualitária.
Além disso, o governo lançou o programa “Caminhos Amefricanos”, que promove intercâmbio entre países latino-americanos e africanos para estudantes e docentes. O objetivo é que os professores se apropriem da história e cultura desses países e possam aplicar esse conhecimento em sala de aula.
Durante o mês da consciência negra, a ministra falou sobre as agendas do ministério, como a aceleração da titulação de terras quilombolas, a promoção da igualdade racial em fóruns internacionais e o combate à violência política de gênero e raça. O dia 20 de novembro será comemorado como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, marcando a resistência contra a escravização negra no Brasil.


