
BRASIL – Aquecimento acima da média global ameaça o Brasil, aponta relatório com projeções alarmantes para as próximas décadas
O estudo destaca que eventos extremos, como secas severas e ondas de calor, serão mais frequentes e que a probabilidade de ocorrência de eventos climáticos sem precedentes é uma realidade que não podemos ignorar.
O relatório, resultado de um esforço conjunto do Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação, organizações sociais da Rede Clima, WWF-Brasil e Instituto Alana, será lançado oficialmente em Brasília nesta quarta-feira (6).
Com projeções para os próximos 30 anos, os pesquisadores concluíram que se o limite de 2ºC for atingido, em 2050, limiares críticos para a saúde humana e a agricultura serão ultrapassados com mais frequência. Nesse cenário, a população afetada por enxurradas no Brasil pode aumentar entre 100 e 200%, e doenças transmitidas por vetores como dengue e malária causarão mais mortes.
A Amazônia, por exemplo, pode perder 50% de sua cobertura florestal devido ao desmatamento, condições mais secas e aumento dos incêndios. O ciclo de chuvas no Brasil e na América do Sul também será afetado, o que terá consequências diretas nos estoques pesqueiros, empregos no setor pesqueiro e na receita do país.
Diante desse cenário preocupante, os pesquisadores destacam a necessidade de manter o limite de 1,5ºC no aumento médio da temperatura global e revistar as políticas nacionais em relação às emissões de gases do efeito estufa. Medidas urgentes como zerar o desmatamento, investir em práticas agrícolas sustentáveis, e adotar soluções baseadas na natureza são apontadas como essenciais para enfrentar as mudanças climáticas.
A cooperação internacional no financiamento climático, desenvolvimento e transferência de tecnologias limpas também é fundamental para mitigar os impactos das mudanças climáticas. A conscientização e ação coletiva são urgentes para garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.


