
BRASIL – Disparos no transporte público do Rio de Janeiro deixam 156 pessoas baleadas em 8 anos, aponta pesquisa do Instituto Fogo Cruzado
O coordenador do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro, Carlos Nhanga, enfatizou a sensação de insegurança constante que esses números trazem para quem circula na região. Os tiroteios recorrentes em operações policiais e disputas entre facções criminosas representam um risco iminente para a população, resultando em vítimas inocentes. A dinâmica de confrontos e disputas por territórios na cidade contribui para esse cenário de violência armada.
Casos recentes, como o de um passageiro atingido em um ônibus na Linha Amarela durante uma operação policial em Pilares, e a ação no Complexo de Israel, que deixou três mortos e dois feridos, ilustram a gravidade da situação. Este último caso resultou na morte de um passageiro que estava em um ônibus, demonstrando a vulnerabilidade da população mesmo dentro dos transportes públicos.
O estudo do Instituto Fogo Cruzado também revelou que 40 das 156 vítimas nos últimos oito anos foram atingidas em meio a ações policiais, com 12 mortes e 28 feridos. Nhanga questionou a eficácia dessas operações, destacando a impacto negativo nas favelas e nos serviços públicos. Além disso, o mapeamento dos números de baleados dentro do transporte público desde 2016 evidencia a gravidade e persistência do problema ao longo dos anos.
A questão das balas perdidas também preocupa, com 93 vítimas somente em 2024 na Região Metropolitana do Rio. O confronto constante na cidade torna as pessoas mais suscetíveis a serem atingidas por balas perdidas, seja no transporte, na rua ou até mesmo em suas casas. A comparação com outras regiões, como a Bahia, evidencia a gravidade da situação no Rio de Janeiro, onde os tiroteios diários representam uma realidade preocupante para a segurança pública.


