
BRASIL – Falta de gestão integrada na prefeitura de São Paulo é destaque em meio ao segundo turno das eleições municipais.
O arquiteto e urbanista Cid Blanco destaca a importância de colocar o povo em primeiro lugar e de trabalhar de forma cooperativa para garantir a eficácia da gestão urbana. Segundo ele, existem exemplos de cidades que conseguiram implementar formas de gestão integradas e democráticas, priorizando o atendimento das necessidades sociais e ambientais.
A descentralização por meio das subprefeituras, criadas nos anos 1990 para aproximar a administração da população, também enfrenta desafios. Atualmente, essas estruturas são utilizadas politicamente para distribuição de cargos, prejudicando sua função original de atender aos problemas locais. O coordenador-geral do Instituto Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, destaca a importância das subprefeituras serem valorizadas como espaços de participação e decisão dos cidadãos na gestão da cidade.
Além disso, a falta de uma gestão integrada e a pouca participação popular têm contribuído para a perpetuação da desigualdade na cidade de São Paulo. O modelo atual prioriza investimentos em áreas privilegiadas, em detrimento das periferias, e favorece o transporte individual motorizado em detrimento do transporte público e da mobilidade em ciclovias e calçadas. Para Fernando Túlio, é necessário redesenhar tanto o modelo de planejamento da cidade quanto sua forma de gestão para combater a segregação urbana e a poluição ambiental.
Diante desse cenário, a escolha do próximo prefeito da capital paulista nas eleições do próximo domingo (27) ganha ainda mais relevância. Os paulistanos terão que decidir entre a continuidade do atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) ou a proposta de mudança representada por Guilherme Boulos, do PSOL. A gestão integrada, a participação popular e a busca por soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios urbanos são temas centrais que devem guiar a decisão dos eleitores nas urnas.









