
BRASIL – Ex-policial militar nega fornecimento de arma para assassinato de Marielle Franco em depoimento no STF.
Durante seu depoimento, o ex-policial afirmou categoricamente que nunca teve qualquer encontro com Ronnie Lessa, também ex-policial e réu confesso dos disparos fatais contra Marielle. Lessa alegou que a arma utilizada no crime foi entregue por Calixto, o que foi veementemente negado por este. “Como um assassino de aluguel que já tirou a vida de mais de 100 pessoas precisaria recorrer a mim para obter uma arma? É absolutamente inadmissível o que esse sujeito disse. Jamais compactuaria com algo assim. Tenho 48 anos e prezo pela minha vida e a de minha família”, declarou firmemente.
Além de negar qualquer envolvimento com o crime, Calixto também refutou qualquer ligação com milícias e grilagem de terras na zona oeste do Rio, afirmando que sempre foi um trabalhador honesto. O depoimento de Robson Calixto foi interrompido por volta das 19h e será retomado na próxima terça-feira (29), sob a condução do desembargador Airton Vieira, auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
No processo criminal relacionado ao caso Marielle, além de Calixto, também são réus os irmãos Chiquinho Brazão, deputado federal, Domingos Brazão, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa e o major da Polícia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira. Todos estão detidos por decisão de Moraes, respondendo por homicídio e organização criminosa.
A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que o assassinato de Marielle está ligado à postura da vereadora contrária aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm vínculos com questões fundiárias em áreas controladas por milícias na capital fluminense. O desfecho dessa trama sombria aguarda novos desdobramentos na justiça brasileira.









