BRASIL – Ex-chefe da Polícia Civil do Rio se sente humilhado por usar algemas nos pés em presídio federal

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, causou comoção ao expressar sua sensação de humilhação diante das algemas nos pés que é obrigado a usar no presídio federal em Mossoró (RN), onde está detido. Essa declaração foi feita durante seu depoimento virtual ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ação penal que o acusa, juntamente com outros réus, pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.

Barbosa relatou sua condição de reclusão há sete meses, sem contato com outros detentos, o que agravou sua sensação de humilhação. Em um momento de grande emoção, ele questionou a Deus sobre o motivo de sua prisão, evidenciando a dimensão de seu sofrimento.

O ex-delegado também compartilhou detalhes sobre sua prisão, incluindo o momento em que fez uma oração com sua família antes de ser levado pelos agentes da Polícia Federal. Ele destacou o sofrimento de sua esposa, Érica Andrade, durante a ação da PF em sua residência, criticando a forma como ela foi tratada.

Além disso, Barbosa negou qualquer envolvimento com o ex-policial Ronnie Lessa e os irmãos Brazão, principais acusados do assassinato de Marielle. Ele reforçou sua inocência e criticou a falta de sensibilidade dos policiais federais em sua abordagem.

A complexidade desse caso ganha contornos ainda mais intrigantes com as investigações que apontam o envolvimento de diversas figuras políticas e policiais. A relação da vereadora com interesses contrários a determinados grupos políticos, ligados a questões fundiárias e milícias no Rio de Janeiro, parece ter sido o estopim para o trágico desfecho de sua vida.

A postura de Rivaldo Barbosa diante do STF revela a angústia de um homem que se vê envolvido em um cenário de acusações graves e repercussões devastadoras. Enquanto aguardamos os desdobramentos desse julgamento, é importante refletir sobre as dimensões da justiça e da complexidade do sistema judicial brasileiro.