BRASIL – Operação policial na zona norte do Rio de Janeiro resulta em duas mortes e quatro feridos em confronto armado no Complexo de Israel.

Na manhã desta quinta-feira (24), uma operação da Polícia Militar resultou na morte de pelo menos duas pessoas e deixou outras quatro feridas, uma delas em estado gravíssimo, no Complexo de Israel, em Cordovil, zona norte do Rio de Janeiro. Os indivíduos foram atingidos por tiros na cabeça durante um confronto entre policiais e criminosos que controlam a região.

Segundo a tenente-coronel Claudia Moraes, porta-voz da Polícia Militar, a ação teve início cedo e encontrou forte resistência por parte dos criminosos. O tiroteio foi intenso e provocou a interrupção do tráfego na Avenida Brasil, afetando a circulação de trens, ônibus e do BRT na região. Escolas e postos de saúde também tiveram suas atividades suspensas.

A porta-voz explicou que, diante das consequências para a população e para a mobilidade na cidade, os policiais decidiram suspender a operação, mas isso demandou tempo para que pudessem deixar a comunidade de forma segura. A reação dos criminosos foi além do esperado, surpreendendo as autoridades policiais.

A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa (Alerj) criticou a ação, chamando-a de mais uma operação sem planejamento adequado que impactou negativamente a população. O prefeito Eduardo Paes lamentou a situação, classificando-a como “mais um dia de vergonha” para o Rio de Janeiro.

A operação tinha como objetivo conter o roubo de veículos e cargas, além de coibir a atuação criminosa com domínio territorial na região. Claudia Moraes ressaltou a dificuldade de empresas de comunicação estabelecerem sinal de internet e telefonia na área afetada. Até o momento, os nomes das vítimas fatais não foram divulgados.

O Rio de Janeiro, que já enfrenta altos índices de violência armada, registrou mais um episódio de confronto letal em uma região marcada pela criminalidade. A operação policial levantou questões sobre a segurança pública e os impactos nas comunidades afetadas. A população local segue sob tensão e em alerta diante da violência recorrente na cidade carioca.