BRASIL – Pesquisa aponta que 3 em cada 10 crianças já enfrentaram situações ofensivas na internet, revela estudo do CGI.br

Um estudo recente realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que três em cada dez crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos no país já enfrentaram situações ofensivas ou discriminatórias na internet, causando-lhes desconforto. Esses dados alarmantes mostram que um grande número de jovens no Brasil estão expostos a riscos online, incluindo o contato com desconhecidos, que afeta 30% desses indivíduos.

A coordenadora da pesquisa, Luísa Adib, ressaltou a preocupação com o aumento desse tipo de contato entre os adolescentes mais velhos, que são mais propensos a essas situações de risco. As redes sociais e as mensagens instantâneas foram apontadas como os principais meios para esses contatos perigosos, reforçando a importância da mediação e orientação dos pais e responsáveis no uso dessas plataformas.

Outro fator preocupante abordado pela pesquisa é o uso excessivo da internet por crianças e adolescentes, com 24% dos entrevistados admitindo que gostariam de passar menos tempo online, mas não conseguem controlar esse hábito. Além disso, 22% afirmaram navegar na web sem interesse real e 22% admitiram passar tanto tempo online que prejudicou suas atividades escolares e sociais.

Esses resultados destacam a necessidade de orientações e regras para melhorar a qualidade e o benefício do uso da internet por jovens, além de evidenciar a importância do papel dos pais e da sociedade em proteger e orientar as crianças e adolescentes nesse ambiente digital em constante evolução.

Outro estudo realizado pelo Instituto Alana também apontou para a percepção da população sobre o uso excessivo da internet pelos jovens e a falta de proteção oferecida pelas empresas de redes sociais. A pesquisa mostrou que a maioria concorda que as crianças estão se tornando viciadas em redes sociais e que as empresas não estão fazendo o suficiente para protegê-las de conteúdos inadequados e violências online.

Diante desses dados preocupantes, os especialistas ressaltam a importância da mediação dos pais, da regulamentação e da conscientização da sociedade como um todo para proteger as crianças e adolescentes dos riscos e do uso abusivo da internet. É fundamental criar um ambiente seguro e saudável online, garantindo que os jovens possam aproveitar as inúmeras oportunidades oferecidas pela tecnologia de forma consciente e responsável.