
BRASIL – Atendimento a pacientes obesos em emergências exige adaptações urgentes na estrutura hospitalar, alertam entidades médicas brasileiras.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 60% da população nas capitais brasileiras apresenta sobrepeso, enquanto cerca de 24% vive com obesidade. Diante desse cenário, as entidades enfatizam a importância de preparar adequadamente os profissionais de saúde para lidar com as particularidades do atendimento a pacientes obesos em ambientes de emergência.
Um dos principais desafios apontados pelas entidades é a realização de exames físicos, que se torna mais complexa devido ao excesso de tecido adiposo nos pacientes obesos. Isso pode dificultar a identificação rápida de sinais clínicos críticos, como a pulsação em pacientes inconscientes, atrasando procedimentos essenciais como a ressuscitação cardiopulmonar.
Além disso, procedimentos rotineiros como a intubação e a obtenção de acesso venoso também se tornam mais complicados em pacientes obesos, exigindo técnicas especializadas e aumentando os riscos de complicações. A realização de exames de imagem também enfrenta limitações, o que pode prolongar o tempo de exame e aumentar a exposição à radiação.
Diante desse contexto, as entidades recomendam a adaptação da infraestrutura dos departamentos de emergência para atender pacientes obesos, a capacitação das equipes médicas, o combate ao estigma associado à obesidade e a implementação de medidas em políticas públicas que visem garantir um atendimento adequado e humanizado a esses pacientes.
É urgente que as instituições de saúde adotem protocolos clínicos padronizados para o cuidado de pacientes com obesidade grave, incluindo não só adaptações físicas, mas também suporte psicológico necessário. A conscientização e a educação sobre a obesidade e a gordofobia também são fundamentais para garantir um atendimento de qualidade e livre de preconceitos.









