
BRASIL – Investigações prosseguem, sem novas infecções por HIV entre doadores de órgãos no Rio, mas segundo exames do Hemorio caso ainda requer atenção.
A nota divulgada pela SES destaca a importância do caso e a decisão da direção do Hemorio em realizar novos testes para garantir a segurança e precisão dos resultados. Os laudos definitivos serão emitidos ao final dessa etapa de análises, que ainda está em andamento. As amostras dos doadores foram avaliadas pelo laboratório PCS Saleme, uma unidade privada localizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
O caso ganhou destaque após seis pacientes, que receberam transplantes no Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro, contraírem HIV devido ao recebimento de órgãos de doadores infectados pelo vírus. As investigações sobre o caso estão sendo conduzidas pela Polícia Civil do Rio, Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde.
Na segunda fase da Operação Verum, a coordenadora técnica do Laboratório PCS Saleme, Adriana Vargas dos Anjos, foi presa sob suspeita de envolvimento na emissão de laudos errados que levaram à contaminação dos pacientes. A operação contou com a participação da Delegacia do Consumidor e apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada. O processo de contratação do laboratório também está sendo investigado por uma força-tarefa montada pelo governo do estado.
O Ministério da Saúde ressaltou que o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é reconhecido como um dos mais seguros e transparentes do mundo, garantindo normas rigorosas para proteger doadores e receptores. O caso de contaminação por HIV no estado do Rio de Janeiro é considerado grave pelas autoridades de saúde e está sendo acompanhado de perto para identificar os responsáveis e evitar novas ocorrências.









