BRASIL – Ministério negocia criação de mais de 100 cargos para combater sonegação na mineração em decisão pautada pelo TCU.

O Ministério de Minas e Energia (MME) está em negociações com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) para a criação de mais de 100 cargos em comissão destinados à Agência Nacional de Mineração (ANM). Essa medida visa reforçar a estrutura do órgão e auxiliar no combate à sonegação bilionária de impostos no setor mineral, identificada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com informações do MME, também foi autorizado um concurso público para o preenchimento de 220 cargos na ANM. A Portaria 4.596 do MGI estabelece que a Agência de Mineração tem até o dia 16 de janeiro de 2025 para publicar o edital do concurso.

A sonegação de impostos no setor mineral tem causado um grande prejuízo aos cofres públicos. Estima-se que o Estado brasileiro deixou de arrecadar cerca de R$ 16,4 bilhões em oito anos, devido a falhas na fiscalização e cobrança dos impostos, responsabilidade da ANM. Diante desse cenário, o TCU cobrou da agência a adoção de medidas para minimizar a sonegação na mineração.

Um ponto destacado pelo MME foi a necessidade de estruturar adequadamente a ANM, que foi criada em 2017 com a promessa de ter uma estrutura capaz de realizar suas atividades de forma eficiente. No entanto, foi identificado um cenário de salários incompatíveis, déficit de servidores concursados, cargos em comissão inadequados e falta de orçamento adequado.

Algumas ações já foram tomadas para melhorar essa situação, como a equiparação dos salários dos servidores da ANM com os das demais agências reguladoras e a nomeação de novos especialistas em recursos minerais para atuar na fiscalização de barragens. O governo se comprometeu a desenvolver estudos para definir prioridades e objetivos, visando adequar o orçamento da ANM e superar as dificuldades enfrentadas pela entidade.

Em resumo, o MME reforçou seu compromisso em estruturar a ANM para garantir a eficiência da concessão mineral, com foco na geração de empregos, renda, valor para as comunidades locais, segurança e sustentabilidade. A expectativa é que essas medidas contribuam para combater a sonegação de impostos e fortalecer o setor mineral no Brasil.