
BRASIL – Baixa histórica: Rio Paraguai atinge nível mais baixo já medido, impactando economia e meio ambiente na região do Pantanal.
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) informou que a cota padrão do Rio Paraguai é de 5 metros de profundidade média, sendo essencial para a navegação e definição de medidas de restrições. A região onde o rio passa abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, antes de seguir para o Paraguai e a Argentina. Com suas nascentes alimentadas por águas provenientes da Amazônia, como as do Rio Negro, o Rio Paraguai enfrenta um período de seca histórica.
A previsão do SGB é de que a recuperação dos níveis na Bacia do Rio Paraguai será lenta, com o rio permanecendo abaixo da cota até a segunda quinzena de novembro. O déficit de chuvas tem sido uma constante ao longo da década, afetando não apenas a navegação, mas também a economia local, o turismo, a pesca e o abastecimento das comunidades ribeirinhas.
A situação crítica também tem impactos ambientais, especialmente no Pantanal mato-grossense, que é considerado um dos biomas mais frágeis e importantes do planeta. A escassez de chuvas e a variabilidade climática são apontadas como fatores principais para a redução drástica do nível do Rio Paraguai.
Diante desse cenário desafiador, a Marinha emitiu alertas para os navegantes, destacando os riscos à segurança devido ao afloramento de bancos de areia e rochas. A consulta diária aos boletins de avisos-rádio náuticos é recomendada para garantir a segurança durante a navegação.
A recuperação dos níveis do Rio Paraguai depende da regularização das chuvas na região, sendo essencial para a preservação do ecossistema e a sustentabilidade das atividades econômicas locais.









