
BRASIL – 16ª cúpula do Brics discute redução da dependência do dólar e criação de instituições financeiras alternativas ao FMI
Este ano marca a entrada de cinco novos membros no Brics: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia. Até o ano passado, o bloco era composto apenas por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O governo russo, que preside o bloco em 2024, definiu prioridades para este ano, incluindo a integração dos novos membros e o fortalecimento do papel dos estados Brics no sistema financeiro internacional.
Durante a semana, em uma reunião entre os líderes financeiros dos países, o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, propôs a criação de uma alternativa ao FMI. Ele argumentou que as atuais instituições não estão atendendo aos interesses dos países Brics e sugeriu a formação de novas instituições dentro da estrutura do bloco.
Além disso, está sendo discutida a criação de um sistema de pagamento alternativo ao dólar, chamado Brics Bridge, que possibilitaria transações digitais entre os membros do grupo. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também já defendeu a criação de uma moeda para facilitar as transações comerciais e investimentos dentro do Brics.
Com 32 países confirmados para a cúpula, sendo 24 representados por líderes de Estado, o evento promete ser um dos maiores já realizados. O Brics concentra cerca de 36% do PIB global, superando o G7, grupo das maiores economias do mundo. Desde sua criação em 2006, o Brics tem se destacado como uma alternativa aos modelos tradicionais de instituições financeiras controladas por potências ocidentais.









