BRASIL – Brasil encerra quarta reunião do Grupo de Trabalho de Infraestrutura do G20 em preparação para encontro de chefes de Estado no Rio de Janeiro

Nesta terça-feira (1º), aconteceu a última reunião do Grupo de Trabalho de Infraestrutura (IWG) sob a presidência brasileira do G20. O encontro contou com a participação de chefes de Estado e de Governo das 19 maiores economias do mundo, além da União Africana e da União Europeia. A reunião teve como principal objetivo finalizar as discussões em torno das entregas restantes da presidência brasileira, visando a preparação para o encontro que será realizado em novembro no Rio de Janeiro.

O coordenador do IWG, Marden Barboza, destacou que ao longo do ano o grupo de trabalho priorizou quatro temas. O primeiro deles foi o financiamento de infraestruturas resilientes à mudança climática, cujo documento já foi concluído e acolhido pelos ministros de Finanças. Durante a última reunião, foram discutidos os três documentos restantes, com resultados considerados muito positivos.

A segunda prioridade abordada foi a infraestrutura e a redução da pobreza, procurando criar mecanismos inclusivos para a provisão de infraestrutura. Barboza ressaltou a importância de garantir o acesso das pessoas aos serviços oferecidos, levando em consideração a questão do poder aquisitivo.

A mitigação do risco cambial para investimentos em infraestrutura foi a terceira prioridade discutida. A volatilidade cambial em países em desenvolvimento representa um desafio para investidores estrangeiros, e o grupo de trabalho buscou encontrar soluções para tornar esses países mais atraentes para investimentos estrangeiros.

A quarta e última prioridade tratada pelo IWG foi o financiamento de infraestrutura em regiões de fronteira, que envolve desafios como incentivos assimétricos e instrumentos regulatórios distintos. A proposta foi pensar em recomendações direcionadas aos bancos de desenvolvimento para estimular investimentos nessas áreas.

Em resumo, a reunião do IWG sob a presidência brasileira do G20 foi considerada produtiva, com avanços significativos nas discussões sobre infraestrutura global e suas implicações políticas e econômicas. Agora, os próximos passos incluem a finalização dos relatórios discutidos e a apresentação dos resultados aos ministros de Finanças na próxima reunião em Washington, em outubro.