
BRASIL – Milhões de crianças brasileiras vulneráveis aguardam por creche: estudo revela necessidade urgente de acesso à educação infantil.
Os dados são do Índice de Necessidade de Creche Estados e Capitais (INC), desenvolvido pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em parceria com a Quantis. Esse índice visa auxiliar o planejamento de políticas de acesso a creches. O estudo não especifica quantas dessas crianças já estão matriculadas, devido à falta de informações oficiais atualizadas.
A pesquisa oferece um panorama das condições sociais e econômicas das famílias e crianças em todo o país. O INC é calculado em cada estado e capital, mostrando a necessidade de creches em diferentes regiões. O Piauí é o estado com a maior necessidade, enquanto Rondônia é o que apresenta a menor porcentagem de crianças nessas condições. Entre as capitais, Salvador lidera a lista, seguida por Porto Velho.
A creche não é obrigatória no Brasil, mas é dever do Poder Público oferecer as vagas demandadas. Em 2022, o STF decidiu ampliar a obrigatoriedade da oferta de ensino para creches. O país também precisa cumprir o Plano Nacional de Educação, que estabelece metas para a educação infantil. Atualmente, o Brasil conta com 37,3% das crianças até 3 anos matriculadas em creches, com a meta de alcançar 50% até 2025.
Para especialistas, a creche é um direito das crianças e das famílias. Além disso, a falta de creches impacta principalmente as mulheres negras, que encontram obstáculos para trabalhar, aumentar a renda e estudar. Com uma educação infantil de qualidade, a sociedade pode gradualmente reduzir as desigualdades sociais e econômicas. As eleições municipais também colocam em pauta a garantia de vagas em creches, demonstrando a importância desse tema na agenda política atual.









