
Comissão de Constituição e Justiça mantém recomendação de cassação do deputado Chiquinho Brazão por envolvimento no caso Marielle Franco
Chiquinho Brazão encontra-se detido desde março na penitenciária federal em Campo Grande (MS) sob acusação de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) em 2018. A defesa do deputado argumentou falta de imparcialidade da relatora Jack Rocha (PT-ES) e de isonomia, uma vez que a acusação é anterior ao atual mandato de Brazão.
O relator Ricardo Ayres refutou essas alegações, destacando que as manifestações públicas da relatora não interferiram no julgamento e que a atuação de parlamentares em processos disciplinares não segue as mesmas regras dos juízes em processos judiciais. Ayres argumentou que a defesa não apresentou provas suficientes de parcialidade da relatora, pois mesmo que ela tenha feito críticas a Brazão, isso não é motivo para sua exclusão do processo.
Diversos deputados votaram a favor do prosseguimento do processo de cassação de Chiquinho Brazão, demonstrando a vontade da maioria em seguir com as investigações. O episódio revela a importância da justiça e da transparência nos processos políticos, mostrando que as instituições estão atentas aos casos de corrupção e violações éticas. O desfecho desse caso promete ser acompanhado de perto pela sociedade, que anseia por respostas e punições justas para os envolvidos.









