
BRASIL – Seca extrema atinge 42 territórios e 3 mil domicílios indígenas na Amazônia, revela relatório da Coiab antes da Semana do Clima.
A seca afetou 42 territórios, 3 mil domicílios e 15 povos indígenas, incluindo um isolado, somente no mês de julho. Além disso, o documento revela que 110 escolas e 40 unidades de saúde dentro desses territórios foram prejudicadas devido à aridez severa. A região mais afetada pela seca na Amazônia Legal é o estado do Amazonas, conforme relatórios da Coiab.
O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) tem mostrado como o fenômeno se aprofundou desde maio deste ano. O grau da seca passou de moderado para grave em estados como Maranhão, Pará e Tocantins. No início do ano, foram identificadas áreas com seca excepcional em Mato Grosso e Rondônia, mas os meses seguintes mostraram um aumento significativo nas áreas afetadas.
O rio Madeira e o rio Iaco, em Sena Madureira, Acre, estão entre os corpos d’água mais impactados pela seca, atingindo níveis históricos baixos. Outros rios e afluentes também estão em alerta máximo, evidenciando a gravidade da situação.
A ANA alertou que cidades como Rio Branco e Porto Acre estão enfrentando uma qualidade do ar péssima devido à seca. A Agência Brasil tentou contato com os ministérios da Educação e da Saúde para obter mais informações sobre as unidades afetadas, mas até o momento não obteve retorno.
A situação na Amazônia é cada vez mais preocupante e deve ser discutida e debatida em eventos como a Semana do Clima em Nova York, que ocorrerá em setembro. A seca extrema não só afeta o meio ambiente, mas também tem impactos significativos na saúde e na educação das comunidades indígenas da região. Medidas urgentes precisam ser tomadas para mitigar os efeitos dessa crise.









