
BRASIL – Colonialismo digital: o controle das big techs estrangeiras sobre a economia e a cultura do Brasil, segundo especialistas.
De acordo com Amadeu, apesar da independência política do Brasil, o país ainda não conseguiu construir sua soberania digital, sendo dominado por empresas estrangeiras sediadas, principalmente, nos Estados Unidos. Esse domínio das grandes corporações de tecnologia sobre os dados dos cidadãos e a exploração dessas informações para lucrar e influenciar a população gera preocupações sobre a autonomia e o controle dos países sobre seus próprios recursos digitais.
Ao analisar o contexto global, o pesquisador Michael Kwet define o colonialismo digital como um fenômeno em que corporações estrangeiras minam o desenvolvimento local, dominam mercados e extraem receitas dos países do Sul Global. Nesse sentido, o poder político, econômico e social dos Estados Unidos, como principal sede das big techs, é amplificado, impactando diretamente as relações internacionais e a governança global.
Diante desse cenário, a busca pela Soberania Digital se torna fundamental para os países que enfrentam o colonialismo digital. Segundo Amadeu, controlar tecnologias estratégicas, infraestruturas de armazenamento e processamento de dados soberanos e evitar a terceirização de serviços são passos essenciais para fortalecer a posição dos países no ambiente digital.
No Brasil, iniciativas como o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial 2024-2025 e o debate em torno do Projeto de Lei 2.338/23 evidenciam a importância da discussão sobre a regulação da IA e a proteção dos dados dos cidadãos. Contudo, a pressão das grandes empresas estrangeiras e a complexidade dos interesses envolvidos mostram os desafios que os países enfrentam para garantir sua soberania digital em um cenário global marcado pelo domínio das big techs.









