
BRASIL – Superávit da balança comercial brasileira despencou em agosto devido à desvalorização de commodities e aumento das importações, aponta relatório econômico.
Os dados divulgados no último mês revelam que as exportações totalizaram US$ 31,101 bilhões, refletindo uma queda de 6,5% em comparação ao mesmo período de 2023. Já as importações dispararam, alcançando a marca de US$ 21,468 bilhões, o que representa um aumento de 13% em relação ao ano passado.
O setor agropecuário foi um dos mais impactados, com a queda na quantidade exportada pesando significativamente na redução do saldo positivo da balança comercial. A soja, o milho, o ferro, o aço e o açúcar registraram uma redução nos preços internacionais, enquanto produtos como café e celulose apresentaram um aumento nas vendas.
No entanto, as importações cresceram de forma expressiva, com destaque para os setores de medicamentos, motores, máquinas, adubos e fertilizantes químicos. O gás natural foi o produto que registrou a maior alta, com um aumento de 339,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, apontou que a queda no superávit era esperada e não interfere nas projeções do governo. No entanto, Brandão alertou sobre os possíveis impactos de uma desaceleração econômica global nas exportações brasileiras.
As projeções do governo indicam que as exportações devem crescer 1,7% este ano em relação a 2023, chegando a US$ 345,4 bilhões, enquanto as importações devem subir 10,6%, totalizando US$ 266,2 bilhões. As previsões do governo estão mais conservadoras do que as do mercado financeiro, que projeta um superávit de US$ 83,5 bilhões para 2024. A próxima projeção oficial será divulgada em outubro.
Diante desse cenário de oscilações no comércio exterior, o Brasil enfrenta desafios e oportunidades para manter seu saldo comercial equilibrado e sustentável. A recuperação econômica e a volatilidade dos preços internacionais continuam a influenciar as projeções e a necessidade de adaptação por parte das autoridades econômicas e empresariais.









