
BRASIL – “Presença feminina cresce na Paralimpíada de Paris, mas equidade de gênero ainda é meta para os Jogos de 2032”
Das 22 modalidades que premiaram medalhas em Paris, duas se destacaram. O futebol de cegos foi totalmente masculino, enquanto o rugby em cadeira de rodas, apesar de ser misto, teve predominância masculina nas seleções. O presidente do IPC, Andrew Parsons, deu ênfase à importância de fomentar o desenvolvimento do esporte feminino em todas as modalidades, não apenas nessas duas.
Parsons afirmou que não há intenção de retirar o futebol de cegos e o rugby do programa paralímpico, mesmo com a predominância masculina. Ele destacou a importância de manter a evolução nas demais modalidades para garantir a participação feminina em níveis mais equilibrados.
A World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional de rugby em cadeira de rodas, adotou medidas para incentivar a presença feminina na modalidade, como conceder uma soma de pontos maior para as equipes que escalarem jogadoras. No entanto, um estudo da Universidade de Loughborough apontou que essa medida pode prejudicar atletas com deficiências menos severas.
Em relação ao futebol para mulheres com deficiência visual, a Ibsa realizou a primeira Copa do Mundo no ano passado, com a Argentina se sagrando campeã. Embora o desenvolvimento do esporte feminino seja evidente, Parsons descartou a estreia do naipe feminino na Paralimpíada de 2028 em Los Angeles, afirmando que as decisões serão tomadas mais próximas dos jogos.
O compromisso com a equidade de gênero nas Paralimpíadas reflete a busca por um ambiente esportivo mais inclusivo e diversificado, garantindo oportunidades iguais para atletas de diferentes gêneros e realidades. O esforço contínuo para promover a participação feminina em todas as modalidades é fundamental para alcançar tal equilíbrio e assegurar a representatividade nas competições paralímpicas.









