
Levantamento da CNM revela crescimento de candidaturas femininas nas eleições municipais, mas a representatividade ainda é desproporcional.
O levantamento apontou um crescimento significativo no número de candidaturas femininas ao longo dos anos, entre 2000 e 2024, dobrando de 1.150 para 2.311. No ano 2000, apenas 8 em cada 100 candidaturas eram de mulheres, enquanto em 2024 a quantidade subiu para 15 candidatas dentro do mesmo universo.
Apesar do aumento das candidaturas femininas, a CNM ressaltou que os números não refletem adequadamente o potencial da representatividade feminina na política, considerando que as mulheres representam a maioria da população. Nesse sentido, a fundadora e presidente do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM), Tania Ziulkoski, destacou a importância do engajamento de lideranças políticas femininas em todo o país.
O levantamento ainda trouxe dados inéditos, apontando que em 101 cidades haverá candidaturas exclusivamente femininas, sendo 24 delas com candidatura única. Além disso, em 189 municípios as candidatas mulheres superam em número os candidatos homens, e 18% das candidatas concorrem à reeleição.
No que diz respeito ao perfil das candidatas, a pesquisa identificou que a maioria possui em média 49 anos, 79% concluíram o ensino superior, 56% são casadas e 18% estão reeleição. A concentração das candidatas a prefeita está em cinco partidos, sendo eles MDB, PT, PSD, PL e União.
Nesse contexto, o trabalho do MMM tem sido fundamental para promover a representatividade feminina na política e impulsionar a participação das mulheres em cargos de decisão. A pesquisa evidencia um avanço na presença feminina nas eleições municipais, mas ressalta a importância de continuar trabalhando para alcançar uma representatividade ainda maior.









