
BRASIL – Aumento das importações de serviços e queda no superávit da balança comercial levam déficit das contas externas a níveis de 2019.
As contas externas são um importante indicador da vulnerabilidade de um país diante de crises externas, englobando o saldo da balança comercial, da balança de serviços, renda primária e transferências pessoais. Em julho, o déficit chegou a US$ 5,162 bilhões, representando um aumento de 45,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O aumento das importações de serviços foi o principal responsável pelo aumento no déficit, levando a balança de serviços a fechar os sete primeiros meses do ano com um saldo negativo de US$ 28,937 bilhões. Paralelamente, o superávit da balança comercial está em declínio, com um saldo de US$ 44,696 bilhões de janeiro a julho, comparado a US$ 49,789 bilhões no mesmo período de 2023.
O aumento do déficit está diretamente ligado ao crescimento da economia, que leva a um aumento nas importações de produtos e serviços. No entanto, o saldo negativo é compensado em parte pelos investimentos estrangeiros diretos, que totalizaram US$ 45,065 bilhões nos sete primeiros meses do ano.
No setor de turismo, os gastos de turistas brasileiros no exterior atingiram US$ 8,403 bilhões nos primeiros sete meses do ano. Mesmo com a alta do dólar, essas despesas tiveram uma queda mínima em relação ao ano anterior.
Em meio a esse cenário, os investimentos estrangeiros diretos se mantiveram estáveis, com um total de US$ 7,258 bilhões apenas no mês de julho. Esses investimentos são fundamentais para impulsionar a economia e gerar empregos no país.









