BRASIL – Fumaça e incêndios afetam cidades de 10 estados no Brasil, com alerta de qualidade do ar insalubre emitido pelo UNICEF.

Nas últimas semanas, a temporada de incêndios na Amazônia e no Pantanal atingiram níveis alarmantes devido às condições climáticas adversas. Em dez estados brasileiros, cidades foram tomadas pela fumaça e a qualidade do ar foi drasticamente reduzida. Imagens obtidas pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos revelaram altas concentrações de monóxido de carbono que se estendiam do Norte do Brasil até as regiões Sul e Sudeste, passando por países vizinhos como Peru, Bolívia e Paraguai.

O Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef) emitiu um alerta sobre os cuidados necessários com a saúde diante da poluição causada pelos incêndios. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou que os focos de fogo na Amazônia estavam localizados principalmente no sul do Amazonas e nos arredores da Rodovia Transamazônica (BR-230).

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Amazonas e Pará concentraram mais de metade dos focos de incêndio registrados na Amazônia até agosto. No total, foram consumidos 3,2 milhões de hectares da Amazônia e 1,9 milhão de hectares do Pantanal, o que representa uma grande perda ambiental.

Para combater os incêndios, o MMA mobilizou brigadistas do Ibama e do ICMBio, que conseguiram extinguir 98 incêndios desde julho, mas ainda enfrentam 75 focos ativos. A situação no Pantanal de Mato Grosso não é diferente, com 50 áreas de incêndio extintas, 46 ativas e 27 controladas.

O governo federal criou uma sala de situação para coordenar a resposta aos incêndios em todo o país e disponibilizou recursos financeiros significativos para apoiar as operações de combate ao fogo. No total, foram investidos R$ 405 milhões do Fundo Amazônia na Amazônia Legal e R$ 137,6 milhões no Pantanal. Além disso, mais de R$ 13 milhões foram repassados ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para assistência humanitária e esforços de combate aos incêndios. A situação permanece crítica, com previsões de mais desafios climáticos que dificultam a contenção das chamas, exigindo uma ação conjunta e urgente de autoridades e órgãos de proteção ambiental.