
BRASIL – Impactos econômicos da pandemia comprometem implementação da Agenda 2030 da ONU, aponta pesquisa da Fiocruz-BH. Desigualdade entre países é destaque.
Os resultados da pesquisa indicam que os países com renda mais baixa podem sofrer um retrocesso de 16% nos indicadores de saúde, em comparação com apenas 3% nos países de renda elevada. Isso evidencia a desigualdade gerada pelos impactos econômicos da pandemia, já que os países mais desenvolvidos tendem a se recuperar mais rapidamente das crises.
Um artigo científico derivado da pesquisa foi publicado recentemente na revista Plos One, enfatizando a importância da análise econômica e de saúde para compreender os desafios trazidos pela pandemia e a necessidade de cooperação global para garantir um futuro saudável e equitativo para todos os países.
A análise econômica feita pela Fiocruz considerou o Produto Interno Bruto per capita, o índice de Gini e os investimentos em saúde de cada país. Os efeitos da pandemia foram particularmente impactantes em áreas como doenças infecciosas, saúde materna e reprodutiva, cobertura de sistemas de saúde e saúde neonatal e infantil, com uma desaceleração significativa da implementação dos ODS prevista principalmente nos países de baixa renda.
Os pesquisadores também observaram uma forte associação entre o índice de Gini e diversos indicadores de saúde, destacando a importância de reduzir as desigualdades para melhorar o desempenho nesses aspectos. A pesquisa destaca a necessidade de políticas internacionais de saúde pública que promovam a cooperação global para apoiar os sistemas de saúde nos países mais vulneráveis e garantir um progresso equitativo rumo aos ODS.









