BRASIL – Plano Clima debata propostas para preservação da Mata Atlântica em ciclo de plenárias do governo federal

A Mata Atlântica, um dos maiores biomas do país e também o mais devastado, foi o foco de discussões durante a quinta reunião do ciclo de oito plenárias do Plano Clima Participativo, promovido pelo governo federal. O objetivo principal dessas plenárias é coletar propostas da sociedade civil para a construção da política climática do Brasil.

Durante a plenária realizada em São Paulo, que marcou a quinta reunião do ciclo, várias propostas foram apresentadas em relação à Mata Atlântica. Entre elas, a taxação de bilionários para financiar projetos relacionados às mudanças climáticas, a transformação dos sistemas alimentares, o pagamento de bônus a catadores de materiais recicláveis e o fortalecimento da agricultura familiar.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a importância da participação da sociedade na construção do plano. De acordo com Marina, o presidente Lula defende a ideia de que o plano não deve ser feito para as pessoas, mas sim com as pessoas. Além disso, o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, ressaltou a necessidade de inserir a agenda dos direitos humanos e meio ambiente na discussão.

Diversos movimentos sociais e ambientalistas estiveram presentes na plenária, demonstrando o seu apoio e apresentando propostas para a proteção da Mata Atlântica. A organização ambiental Greenpeace propôs o apoio a soluções climáticas por meio dos saberes tradicionais e o suporte psicológico para vítimas de tragédias climáticas.

Além das plenárias presenciais, a população também pode contribuir por meio da plataforma Brasil Participativo, onde é possível enviar propostas e votar em outras ideias. Essas propostas serão avaliadas e poderão ser incluídas na versão final do documento, que será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 29).

A Mata Atlântica, com sua extensa costa e biodiversidade, é um bioma fundamental para o Brasil. No entanto, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que mais de 70% de sua vegetação nativa já foi desmatada. Portanto, a proteção e preservação desse bioma são essenciais para a qualidade de vida da população e para o equilíbrio do ecossistema.