
BRASIL – Mulheres negras são as mais vulneráveis em proteção previdenciária, aponta estudo do Ipea, com aumento de desproteção entre 2016 e 2022.
O Ipea disponibiliza essas informações na plataforma Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, com o objetivo de subsidiar tomadores de decisão na elaboração de políticas públicas. Segundo o instituto, é importante ampliar o debate sobre as desigualdades de gênero e raça no país, e os dados apresentados na plataforma contribuem para isso.
Além da questão previdenciária, a plataforma do Ipea traz indicadores sobre o mercado de trabalho. Em 2022, 52% das mulheres negras e 54% das mulheres brancas estavam inseridas no mercado de trabalho remunerado, enquanto entre os homens negros esse percentual chegava a 75%. As mulheres também dedicam em média 10 horas a mais do que os homens por semana em tarefas domésticas e de cuidado não remuneradas.
A participação ativa na força de trabalho também é menor entre a população negra, que apresenta maiores índices de subutilização. Negros têm menos chances de encontrar emprego, trabalhar mais horas e ter oportunidades de crescimento profissional em comparação com os brancos. Mais de 23 milhões de brasileiros estão subutilizados no mercado de trabalho, sendo a maioria negros.
Diante desses dados, fica evidente a necessidade de políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade de gênero e raça, bem como de medidas que garantam a proteção social e a inserção digna no mercado de trabalho para as mulheres negras no Brasil.









