
BRASIL – Setor financeiro mais otimista que setor não financeiro sobre expectativas inflacionárias, aponta presidente do Banco Central
Essa pesquisa ainda está em sua fase piloto e visa compreender as percepções econômicas das empresas não financeiras, que englobam setores como indústria, comércio, serviços e agricultura. Essa iniciativa foi tomada para responder às críticas feitas a outras pesquisas, como o Boletim Focus, que consultam principalmente empresas financeiras.
Segundo Campos Neto, as empresas do setor não financeiro acreditam que a inflação será mais alta do que o que é projetado pelo mercado financeiro. Isso vai de encontro às expectativas usuais, que apontam para uma visão pessimista do setor não financeiro em relação à inflação.
Durante a audiência, o presidente do BC comparou os resultados da pesquisa Firmus com o boletim Focus, mostrando divergências nas expectativas de inflação para os anos seguintes. Enquanto a Firmus apontava para uma expectativa de 4% em 2024, o boletim Focus projetava 3,89%. Para 2025, as expectativas eram de 4% e 3,77%, respectivamente.
Alguns parlamentares usaram a audiência para criticar a atuação de Campos Neto na política monetária, especialmente em relação ao uso das reservas cambiais para controlar a valorização do dólar. O presidente do BC respondeu que a intervenção no câmbio ocorre somente em momentos de estresse no mercado e se recusou a responder perguntas sobre suas possíveis ligações com empresas offshore.
Em resumo, a pesquisa Firmus mostra uma visão contrária ao senso comum, indicando que as empresas não financeiras são mais pessimistas em relação à inflação do que o mercado financeiro. Essa discrepância traz à tona debates sobre as expectativas econômicas e ações necessárias para conter a inflação no país.









