BRASIL – Ex-presidente do Solidariedade tem liberdade provisória concedida pela Justiça Eleitoral após investigação por desvios milionários no antigo Pros.

A Justiça Eleitoral do Distrito Federal tomou uma decisão importante no caso envolvendo o ex-presidente do Solidariedade, Eurípedes Júnior. Ele havia sido preso durante a Operação Fundo do Poço, realizada pela Polícia Federal para investigar desvios de fundos partidário e eleitoral no antigo Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Eurípedes é réu neste caso e foi acusado de desviar cerca de R$ 36 milhões do Pros, segundo as investigações.

A liberdade provisória foi concedida pelo juiz Lizandro Garcia Gomes Filho, da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal. No entanto, o ex-dirigente partidário terá que cumprir medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se comunicar com os demais investigados. O Ministério Público Eleitoral denunciou Eurípedes como líder de uma organização criminosa, que incluía outros membros de sua família. O esquema envolveria uma fundação partidária e a lavagem de dinheiro através de negociações de imóveis e consultorias jurídicas superfaturadas.

Eurípedes Júnior foi preso em junho, após três dias foragido, e pediu licença da presidência do Solidariedade por tempo indeterminado. Em nota divulgada pelo partido, foi destacado que os fatos investigados ocorreram antes da união com o Pros. A defesa de Eurípedes comemorou a decisão da Justiça, afirmando que aguardavam a soltura do cliente, uma vez que as acusações feitas pelo Ministério Público foram rebatidas na defesa apresentada.

Os advogados responsáveis pela defesa do ex-presidente do Solidariedade são Fábio Tofic e José Eduardo Cardozo. A decisão da Justiça Eleitoral do Distrito Federal traz mais um desdobramento nesse caso complexo, que envolve denúncias de corrupção e desvio de verbas partidárias. A liberdade concedida a Eurípedes Júnior permitirá que ele aguarde o desenrolar do processo fora da prisão, mas ainda sob medidas cautelares.