
BRASIL – Fiocruz inicia 56 novos projetos de saúde em favelas do Rio de Janeiro, beneficiando mais de 385 mil pessoas e investindo R$ 22,2 milhões.
Durante um evento na última sexta-feira (2), representantes das organizações sociais envolvidas receberam orientações sobre os trabalhos a serem desenvolvidos, além de discutirem questões relacionadas ao cronograma e processos de execução. Estão previstas ações de treinamento profissional em saúde, projetos de saúde mental, iniciativas de agroecologia, comunicação e informação com foco em arte e cultura, além da produção de diagnósticos sociais específicos para as favelas contempladas.
O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou a importância do diálogo com as comunidades locais para a sustentabilidade das ações e o desenvolvimento de um sistema de saúde com participação efetiva da sociedade. Segundo ele, as comunidades não são apenas beneficiárias, mas verdadeiras parceiras no desenvolvimento de estratégias adaptadas às suas necessidades.
O Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro contará com um investimento de R$ 5,6 milhões, sendo que mais da metade das propostas foram elaboradas por organizações que não haviam participado do primeiro edital lançado no ano passado. O coordenador-executivo do Plano, Richarlls Martins, ressaltou a importância da ampliação da rede sociotécnica para a produção de uma avaliação mais aprofundada do impacto das ações.
Além disso, a Fiocruz destacou o aumento de atividades em algumas cidades do estado, como Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Mesquita, Itaguaí e Belford Roxo. A Favela da Rocinha também terá uma estratégia específica para a elaboração de um Plano Integrado de Saúde, visando mapear ações de vigilância popular em saúde e promover ações coordenadas entre a gestão pública e a sociedade civil.









