
BRASIL – Ataque armado deixa indígenas Guarani Kaiowá feridos em retomada na Terra Indígena Panambi-Lagoa Rica, em Douradina (MS)
Os relatos do Cimi são perturbadores: jagunços armados dispararam com munição letal e balas de borracha a partir de caminhonetes, atingindo diversos indígenas, inclusive um que foi baleado na cabeça e outro no pescoço. Ambos foram encaminhados para o Hospital da Vida, em Dourados, para receber atendimento médico urgente.
Além disso, há acusações por parte dos indígenas de que a Força Nacional estaria envolvida no ataque. Um relato afirma que um agente teria dito aos indígenas para deixarem o local imediatamente, ameaçando suas vidas. A falta de explicação para a retirada da Força Nacional do território e a coincidência temporal do ataque geraram questionamentos e revolta entre os Guarani Kaiowá e suas lideranças.
Diante da gravidade da situação, o Ministério dos Povos Indígenas enviou uma equipe da pasta e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para prestar auxílio aos Guarani Kaiowá. O apoio do Ministério Público Federal e da Secretaria de Saúde Indígena também foi solicitado para lidar com os feridos e investigar o caso.
O secretário executivo do MPI, Eloy Terena, tomou medidas urgentes, acionando o Ministério da Justiça e Segurança Pública para garantir a presença da Força Nacional no território e solicitando uma investigação imediata por parte da Polícia Federal. A violência contra os indígenas é inaceitável e exige uma resposta rápida e eficaz das autoridades competentes.
Neste contexto tenso, é imprescindível que a sociedade civil e as instituições públicas se unam para proteger os direitos e a vida dos povos indígenas, que continuam sendo alvo de violência e intolerância em pleno século XXI. A busca por justiça e segurança para os Guarani Kaiowá é urgente e deve ser prioridade para o poder público e para toda a sociedade brasileira.









